Terça-feira, Maio 01, 2012

Ontem na MultiÓpticas

Estão a ver aquelas senhoras velhotas, com os seus 80 anos, que de manhã cedo se deslocam, com toda a sua calma, para o centro de saúde lá da zona onde se sentam horas intermináveis a falar das maleitas aos desconhecidos que vão e vêm? É uma coisa que acontece, toda a gente sabe. O que não sabia é que esse fenómeno se estende às ópticas portuguesas e a mulheres com menos de 80 anos.

Ontem, a conversa na MultiÓpticas da Baixa era assim:
 
Cliente Claramente Deprimida - Olhe eu uso estes óculos para ver ao longe, mas já estou farta deles e agora descobri que vejo mal ao perto também! E então queria uns óculos novos para ver ao longe e outros para ver ao perto. - E lá foi ela atrás da empregada da loja ver as armações dos futuros óculos.
CCD - Ai desta cor não gosto muito. Não fica bem com o meu cabelo. Sabe que eu antes era morena, e estas cores assim mais berrantes até me ficavam bem. Dava-me cor à cara! Está a perceber?
Empregada - (silêncio)
CCD - Só que entretanto pintei o cabelo de loiro e acho que estas cores já não me ficam muito bem. Tem de ser qualquer coisa mais sóbria. Está a perceber? Eu às vezes tenho medo que as pessoas não me percebam que eu sou assim um bocadinho difícil.
E - ...
CCD - ...
E - Então veja lá se estes lhe ficam melhor.
CD - Ai. Estes também não podem ser. Que eu tenho uma cara muito magrinha e isto não me fica muito bem. Eu antes tinha a cara mais gordinha, sabe, mas tenho andado a perder peso e agora este tipo de óculos não me ficam bem. 
À terceira foi de vez:
CCD - Ah, estes ficam muito bem! Então estes podem ficar para ver ao perto. Sabe que eu sempre vi mal ao longe e ouvi dizer que a partir dos 40 anos as pessoas que vêem mal ao longe começam a ver mal ao perto também. Mas, veja lá, eu tenho 50 anos....
E - (silêncio)
CCD - ... tenho 50 anos!! e só aos 49 é que comecei a ver mal!
E - Veja lá a sua sorte!
CCD - É... pois, eu até pensei que vocês já não tivessem aquele desconto do preço igual à idade. Que eu agora como tenho 50 anos...
E - (silêncio)
CCD - ... como tenho 50 anos!! pagava só metade!
E - Tem 50 anos? Ai não parece nada...
CCD - NÃO PARECE POIS NÃO? - perguntou a guinchar.
E - Não.
CD - Mas olhe que não é por eu fazer alguma coisa para isso. É que eu estou a meio de um processo de divórcio, sabe, e tenho andado a perder muito peso.
E - (silêncio)
CCD - Não percebo porque é que os homens também não emagrecem quando passam por isto! Deve ser por nós, mulheres!, sermos mais sensíveis e sentirmos muito mais estas coisas.


E, entretanto, a conversa continuou e resvalou para todo um estudo sobre o amor que os homens dizem sentir e não sentem, mas que eu já não consegui ouvir porque uma das empregadas estava a fazer um barulho descomunal a agrafar folhas. Parecia que, de repente, tinha entrado num talho onde estavam a ser cortadas pernas de frango.


Sempre tive uma péssima opinião do atendimento da MultiÓpticas. Está sempre tudo de trombas e é tudo feito devagar, devagarinho, quase parado, mas, agora, acho que já percebi de onde vem aquela atitude. Se, todos os dias tivesse de lidar - com um sorriso nos lábios do mais forçado que pode haver - com casos de estudo como o da senhora de ontem, também eu andava assim meio numb.

Sexta-feira, Abril 27, 2012

Das viagens

Passaram-se cerca de três meses e meio desde que escrevi neste espaço pela última vez, criado precisamente para dizer aquilo que me apetece, sem censuras. Não é que, de repente, tivesse ficado sem coisas para dizer. Nunca. Como já disse por aqui algures, há sempre um turbilhão de palavras dentro desta cabeça prontas a sair. Desta vez não foi diferente. Não tinha era força suficiente para as dizer. Nem verbalmente nem através dos dedos, pela escrita.
A última coisa que mencionei aqui foram as viagens. O ir. Ir embora, mudar de ares, deixar aquela inércia incapacitante que me impedia de sair do mesmo lugar. Aquela inércia incapacitante que me sugava as forças para falar e escrever. Esse último texto acabou por ser um prenúncio do que viria acontecer a seguir. Não foi intencional o texto sobre viagens, sobre um desaparecer temporário, sobre uma mudança de ares - que era urgente! - mas a verdade é que depois disso nada mais havia para dizer. Era aquilo mesmo. 


Estava numa fase da minha vida, que já se vinha a arrastar por longos meses, em que tudo me parecia aborrecido, baço, incolor. A rotinazinha de sempre da qual já não tirava prazer nenhum, a mesma vidinha sem sal de segunda a domingo. Os mesmos passos. Os mesmos lugares. As mesmas pessoas que já nada me diziam. As mesmas conversas ocas. Sentia-me a sufocar. Era como se estivesse no meio de um lago fundo, de águas paradas, - paradíssimas - e, de repente, começar a descer, a afundar-me lentamente. Quando dei por mim já só tinha a cabecinha de fora. Usei o último fôlego para reunir forças e sair.
Cresci. Acho que foi isso. Comecei a mudar lentamente, a querer coisas novas. A querer mais. Curioso. Sempre achei que não era preciso querer mais. Que o que tinha estava bem assim. Não era perfeito, estava, de facto, longe disso, mas também não era horrível. Era... medianozinho. Morninho. Assim assim. Era o estar com alguém que já não nos dizia absolutamente nada. Que já nada tinha a ver conosco como, aliás, nunca teve. Mas, apesar de saber disso perfeitamente, deixar-me estar. No entanto, um dia acordei e a minha vida começou a ser o poema de Eugénio de Andrade. Todos os dias acrescentava um verso novo. E todos os dias a realidade se abatia com mais clareza sobre mim. As conversas passaram a discussões exasperantes, que nunca levavam a lado nenhum; das discussões, já com as palavras gastas, passou-se ao silêncio; a convivência, que até ali era tolerada - lá está, morninha, assim assim - passou a ser praticamente impossível; o toque da e na outra pessoa passou a ser algo completamente inimaginável. E, de repente, só uma coisa fazia sentido dizer.
Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.
Adeus. 


É difícil perceber que já não gostamos de alguém. Que aquela pessoa, afinal, não é a nossa pessoa. É inevitável não pensarmos que, afinal de contas, andámos a perder tempo. Estivemos 2, 3, 4, 5 anos com alguém que, afinal de contas, não é bem aquilo que queremos. É doloroso. Acho que tão doloroso como ouvirmos alguém dizer que já não gosta de nós. Ter 'a' conversa não é fácil. Lidar com o desgosto e a fúria que nos vem do outro lado é difícil. Custa.
Como sou pessoa que não gosta de passar por estas coisas difíceis sozinha, fui desabafando com quem me era mais próximo. A ideia era desresponsabilizar-me. Ter alguém que me dissesse o que fazer. "Faz isto. Isto é que é o melhor para ti." e pronto, eu fazia e estava o assunto arrumado. Mas não. Nunca ninguém nos diz o que fazer.
Conselhos? Desses houve muitos. Uns mais inteligentes e realistas que outros. Mas o melhor de todos veio de alguém experiente nestas coisas do amor e do desamor, e que até disserta sobre isso, que me disse que o que eu tinha de fazer era uma viagem interior e perceber o que queria realmente para a minha vida. E que não, não faz mal querermos mais e melhor para nós. Que temos esse direito e o dever de fazer crescer essa raça de gente.
E então comecei a fazer essa viagem.


Não muito tempo depois, percebi que o que queria era um homem inteligente e com abertura para a vida, que pudesse crescer ao meu lado, que me fizesse querer ser uma pessoa melhor e que deixasse que eu o tornasse uma pessoa melhor, que ouvisse o que tenho para dizer, que tivesse objectivos de vida em comum comigo, que gostasse de cinema, de ler, de se cultivar, que não fosse parar ao hospital com uma crise de urticária só de ouvir falar em casamento. Que não fosse egoísta. Que pensasse a dois. Que quisesse criar um projecto de vida a dois. Feito a dois.
"É isto que eu quero", foi essa a conclusão a que cheguei. "Mas isso não existe!", rematei logo de seguida, fiel ao meu pensamento pessimista. Durante uns meses resignei-me e aceitei o meu futuro como solteirona. Estava pronta a abraçar uma vida numa casa gira e cheia de estilo, rodeada de gatos.
Mas, de repente, os planos mudaram. Afinal tudo aquilo que eu queria existe! Tudo incluído numa só pessoa. E eu encontrei essa pessoa. A que me complementa, que tem tudo a ver comigo, que olha na mesma direcção que eu. A minha pessoa. E, de repente, pareço uma criança no dia de Natal.
É bom. É tão bom estar com alguém com quem as coisas simplesmente batem certo. Fazem sentido. Alguém que me deixa absolutamente 'amazed' com aquilo que diz e com a pessoa que é. Alguém que, pela primeira vez na vida, me fez chorar de felicidade a meio de uma conversa. Porque foi aí, nessa conversa, que tive a certeza que era ele. Porque foi nessa conversa que tive a confirmação que estava ali, finalmente, a minha pessoa.


Quando penso no medo que tinha de sair de onde estava, completamente sufocada, para procurar o que tenho agora, acho tudo isso ridículo. O medo só serviu para me paralisar e adiar uma coisa boa. Se calhar devia ter saído mais cedo. Ou talvez não. Talvez as coisas tenham acontecido no momento certo e era assim que tinha de ser. 
Tudo leva o seu tempo - ouvi hoje o senhor da MultiÓpticas dizer quando estava a falar da duração de um exame à vista - e, se calhar, o tempo que nos levámos a encontrar foi, simplesmente, o tempo necessário para estarmos dispostos a amar alguém como nos amamos agora. Para estarmos dispostos a entregarmo-nos a alguém como nos entregamos agora. Sem medos. Sem joguinhos inúteis que eu detesto e não sei jogar. Acho que o segredo é, simplesmente, não procurar. Quando procuramos alguém passamos uma imagem desesperada e, inevitavelmente, só atraímos pessoas que não interessam. Assim que encolhermos os ombros e começarmos a pensar noutra coisa... tropeçamos em alguém, ou alguém tropeça em nós, e a coisa dá-se.


Se antes estava num estado de espírito 'dark and twisty', agora estou completamente ' bright and shiny', usando a terminologia da Anatomia de Grey. E até podia dizer que tudo isto é uma coisa muito típica dos inícios, que nos inícios tudo é 'bright and shiny', mas não. Nunca nenhum início foi assim. E tenho a certeza que isto não é uma coisa apenas de início. É uma coisa para manter, para preservar, para cuidar, para respeitar. Para cultivar para ir crescendo cada vez mais forte. Porque é uma coisa... não, uma coisa não, um amor, verdadeiro, que faz sentido, que é forte desde o início, que não começou a ser construído à pressa, pelo telhado - como muitos amores são -, mas pelo início, pelo básico, e que, por isso, começou com a melhor das estruturas, com a melhor das bases. E, no final de contas, não é isso que dá toda a segurança? Não só às casas, mas também ao amor?


Estamos a falar de viagens. Foi delas que estive a falar até agora, das interiores, mas também quero falar das outras. Das viagens para fora. Foram duas. 
A primeira com amigos, a Londres, onde aprendi muitas coisas que me vão ser úteis para o futuro.
Coisa número 1 - não se vai para a porta de embarque de um avião 10 minutos antes do avião partir. Sim, isso aconteceu e três de nós ficaram em terra. Eu fui uma dessas três. Paguei mais 70 euros pela alteração do bilhete e acabei por passar um dia e meio em Londres em vez de três. Tudo porque um dos membros do grupo teve um ataque de fome de quem já não comia há uma semana e teve de se sentar a comer, com toda a sua calma, uma sandes mista.
Coisa número 2 - nunca, jamais, viajar com pessoas que não conhecemos bem. Sou uma pessoa que vive os sítios onde está, que explora as coisas com o olhar, que leva o seu tempo nas observações dos espaços. Não posso, nunca!, viajar com pessoas que palminham Londres como fazem em Lisboa, com passo apressado como se estivessem com pressa para apanhar o metro.
Coisa número 3 - não deixar a organização do roteiro e da compra dos passes para andar nos transportes lá do sítio por mãos alheias. Especialmente se as mãos alheias forem das tais pessoas que não conhecemos assim tão bem. Gastei 10 libras num passe de 3 dias quando podia ter gasto apenas 5.
Coisa número 4 - quando duas pessoas que se amam se estão a despedir apaixonadamente porque vão estar uns três longos dias separadas, é deixá-las. Nunca se apressam duas pessoas que se estão a despedir apaixonadamente. É uma maldade atroz. Uma violência. E agradeço que não me voltem a fazer isso. Sou uma pessoa que tem muita dificuldade em lidar com despedidas, ainda que só por três dias, e, por isso, preciso do meu tempo. É o mesmo que se passa com as observações dos sítios.
Coisas menos boas aparte, Londres é uma cidade muito bonita, fria comó raio e cara. E ainda hoje não consigo converter euros para libras como deve ser. Em Notting Hill bebi um café expresso - que mais não era que uma pinga de café no fundo da chávena - e um muffin e, só quando cheguei a Portugal, umas horas depois, e me pus a fazer contas, é que percebi que tinha pago 5€ por aquilo.


A segunda, da qual regressei no passado fim-de-semana, foi a Paris, foi com a minha pessoa e foi fenomenal. A cidade é lindíssima, muito mais interessante que Londres mas igualmente cara, e é daqueles sítios que fazem muito bem ao amor. É a Torre Eiffel iluminada, são os jardins, os crepes a transbordar Nutela à venda em qualquer esquina, o pitoresco de Monmartre, aquele idioma cheio de renhonhós que não se entende mas que até soa bem, as esplanadas cobertas a forrar as ruas... é tudo. Quem disse que é a cidade do amor disse muito bem. Agora também eu posso dizer, qual Malato, que já fui muito feliz em Paris. Eu vou voltar a ser! De preferência no verão, que eu sou pessoa que não se dá com o frio e a roupa de inverno faz muito peso na mala.





















Há mais para dizer, mas é tarde e eu amanhã começo o dia a escrever sobre um jogo de futebol que teve lugar em 1964. Acho que o essencial está dito. 
Já sou uma pessoa com pins no frigorífico, libras na carteira e uma medalha do Sacré Couer guardada na mala mas, sobretudo, sou uma pessoa que, agora, consegue respirar. Não há nada que me sufoque, que me queira fazer sair, que me dê vontade de ir. Agora só tenho razões para ficar. A ir, a viajar, nunca para longe da minha pessoa, sempre com ela. Quero é ver o mundo na melhor das companhias e, no regresso, construir algo nosso, sólido, honesto e bonito.

Quinta-feira, Janeiro 12, 2012

Ir

Estou com uma sede enorme de viajar. Tenho tanta vontade de ir que esta inércia, a rotina do dia-a-dia asfixia-me. Dói-me. Nos músculos, na cabeça, na alma. Era pegar em mim e desaparecer por uns tempos. Ir para um sítio novo, ver pessoas novas, lugares novos, ouvir um idioma diferente... ir. Apetece-me ir. Madrid, Paris, Roma, Londres... Nova Iorque. Wherever (suspiro).

Domingo, Janeiro 08, 2012

Novo vício




Adoro esta música, tenho-a em repeat desde ontem. A voz faz lembrar a do Peter Gabriel. Bem bom!

Quarta-feira, Janeiro 04, 2012

Dos saldos

Desgracei-me na Intimissimi. Again! Uma ida aos saldos para comprar "uma ropita para dormir" resultou num valor para lá do aconselhável. Não volto a pôr os pés em lojas até ao final do mês. Quer dizer... ainda sou capaz de ir à Adidas ver de uns ténis. Mas depois disso, juro, que não volto a entrar em lojas até ao fim do mês.

Quinta-feira, Dezembro 29, 2011

2011 foi assim

Conclusão: o segredo está em não levar a vida demasiado a sério.

Sexta-feira, Dezembro 23, 2011

Um feliz Natal a todos!!!!

Com muitas filhós, muitas fatias de bolo rei, muito bacalhau, muita couve... muitas prendas no sapatinho - epá... faz parte - e, sobretudo, com muito amor e rodeado das pessoas que vos são mais importantes.


Sexta-feira, Dezembro 16, 2011

"No dia em que fugimos tu não estavas em casa"

"A tristeza mais bela de todas é a felicidade com lágrimas nos olhos." Tinha esta frase sublinhada num livro do Fernando Alvim que li quando devia ter 17 ou 18 anos. Tão novinha e já tão virada para as filosofias sentimentalistas.... para frases densas, cheias de significado, que encerram um mundo dentro. Já não sei o que se passava comigo na altura em que sublinhei isto mas hoje, 7 ou 8 anos depois, continuo a achar a frase bonita e digna de um traço a lápis nº2 a sublinhar cada palavra.

Terça-feira, Dezembro 13, 2011

Aventuras na Luz

E não, não é no estádio. É mesmo no hospital.
Tive a manhã mais surreal de sempre no Hospital da Luz. Fiz um exame ginecológico, do mais desconfortável que pode haver, ao som de música jazz; a médica, a meio do exame, sai-se com “Realmente as pilas são todas iguais, mas o útero de uma mulher é sempre diferente”; vi duas senhoras entrarem em trabalho de parto e os respectivos maridos a terem um ataque de nervos e ainda ouvi um senhor a falar ao telemóvel e a contar, detalhadamente, à pessoa do outro lado “foi pior do que eles imaginaram. Tiveram de lhe cortar metade do estômago”.
Detesto hospitais.

Domingo, Dezembro 04, 2011

Do Facebook

Afinal não é só a revista Happy que publica imagens com textos ridículos nesse mundo que é o Facebook. Existe uma página muito conhecida por aquelas bandas, intitulada More Than 100 Words, "Uma página que exprime frases em imagens :)" - sim, com o smile... - que até costuma ter umas coisas engraçadas e inspiradoras. Mas hoje deparei-me com isto:
"Às vezes mandar um sms a uma rapariga pela manhã, a dizer "Bom dia linda" pode mudar a atitude dela o resto do dia"
O blogger não me está a deixar publicar imagens... mas se quiserem ver o original podem vir aqui.

De facto, o segredo para interpretar esta frase está na perspectiva com que a lemos. Por exemplo, a minha perspectiva leva-me a concordar. Sim, é verdade! Se me enviassem uma mensagem a dizer "Bom dia linda" é certo e sabido que ficava logo maldisposta para o resto do dia. 
"Linda"?! "Bom dia linda"?! Isto parece uma mensagem que o Zezé Camarinha enviaria às namoradas dele logo de manhã! Que falta de originalidade

Quinta-feira, Dezembro 01, 2011

Agora que já tenho máquina fotográfica nova (e boa!) já posso voltar a massacrar a gata com fotografias. Estamos as duas muito entusiasmadas. Pronto, eu estou entusiasmada. A gata já não pode ouvir o barulho do obturador.

Terça-feira, Novembro 29, 2011

A escolhida!

A nova menina dos meus olhos, gira que só ela. Vamos ser muito felizes nós as duas.

Sábado, Novembro 26, 2011

Morar sozinha?

Tenho andado com as minhas ideias fixas na hipótese de ir morar com uma ou duas amigas. Quero ter a minha independência e sair de casa dos papás.
A ideia inicial era morar sozinha mas cheguei à conclusão que não podia ser porque o dinheiro não me ia chegar para tudo. Mas hoje, agora mesmo, deparei-me com mais uma razão pela qual não iria conseguir viver sozinha com sucesso: entrou-me uma libelinha gigante e feia pela cozinha dentro e a única coisa que fui capaz de fazer foi gritar. Muito e alto, na esperança que ela se assustasse e fosse embora o que, para meu espanto, não aconteceu. 
Ainda ordenei a gata que atacasse a libelinha mas ela olhou para mim, bocejou e foi-se deitar - continua sem me ter respeito nenhum! 
E o bicho lá continua, a olhar para mim. Aiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii...

Sexta-feira, Novembro 25, 2011

Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaiiiiiii!!!!!!!


Dei de caras com esta imagem no mural do Facebook da revista Happy:

"Se um homem fizer uma pausa num jogo só para te enviar uma mensagem... casa com ele" quando li isto a minha única reacção foi rir. Muito. É precisamente por isto que detesto a revista Happy. Transmitem mensagens tão vazias que até dói.
E o mais assustador é que os comentários das mulheres a isto se resumiam a: "Muito bom", "Brutal", "O meu está sempre a fazer isso, e é por isso que gosto tanto dele". Pessoal, alguém perder uns míseros 20 segundos do seu precioso tempo (que aparentemente é usado a jogar playstation...) para enviar uma sms não é sinal de coisa nenhuma. Pl'amor de Deus.

Quinta-feira, Novembro 24, 2011

Zzzzzzzzzzzzz

São sete da manhã e já estou no meu local de trabalho... está tudo às escuras, ainda é de noite e estou sozinha numa sala onde costumam estar umas 16 pessoas. É oficial: detesto os senhores da cp mais as greves que fazem constantemente. Ninguém merece levantar o rabo de uma cama quentinha e confortável para vir trabalhar de madrugada.
E para adicionar mais dramatismo à coisa o Bob Marley começou a cantar "No Woman No Cry" nas colunas que entretanto liguei aqui, para não adormecer.

Sábado, Novembro 19, 2011

Say "cheese"

Pois que a minha máquina fotográfica compacta Canon deu o berro 6 anos depois de ma terem oferecido. Algum dia tinha de ser. O problema é que eu não sei viver sem máquina fotográfica! Para onde quer que vá, quer seja a um jantar, uma saída à noite ou umas férias, nem que seja na Caparica, lá tem de vir a máquina atrás para registar todos os momentos.
A primeira coisa que fiz foi definir o valor máximo que queria gastar (ou não me chamassem os meus amigos "Tio Patinhas" ou "Personificação da Troika"). 300€ e nem mais um cêntimo. Dentro deste valor vi imensas máquinas, umas boas e outras do mais fraquinho que pode haver e, finalmente, fiquei reduzida a três hipóteses:

Nikon Coolpix S8200 Preta

 

PANASONIC DMC-FZ45EGK
 
PANASONIC DMC-TZ18E
 
 Todas elas têm coisas boas, todas elas estão dentro do meu valor limite e, por isso, não sei qual delas escolher! Uma tem lentes boas mas perde em megapixeis, outra tem muitos megapixeis mas perde em zoom óptico, outra tem muito zoom óptimo mas perde nos megapixeis... resumindo, preciso de ajuda. Há por aí alguém entendido no assunto que me possa iluminar a mente?

 

"A resolution can become a revelation."

Este vai ser um dos próximos que me vai levar ao cinema. É lamechas e trolaró mas... é a passagem de ano em Nova Iorque! Com muito romance lamechas à mistura (blharck) mas com A cidade como pano de fundo. E porque uma das minhas resoluções, que já faz parte da lista há anos, continua a ser ir a NYC.

Sexta-feira, Novembro 11, 2011

A parte boa das greves

Vir para Lisboa cedíssimo, ter todo o tempo do mundo para ir à Baixa tomar o pequeno-almoço e ver a cidade a ganhar vida devagarinho. Início de dia perfeito.

Terça-feira, Novembro 01, 2011

Venha a chuva

Agora sim, pode começar a chover à vontade. Estou ansiosa para as levar à rua em dias de grandes chuvadas e chegar ao trabalho com os pés sequinhos. Até sou capaz de saltar para dentro de uma poça de água gigante só porque sim. Porque posso.

Galochas da Lanidor (Outono/Inverno'11)

Domingo, Outubro 30, 2011

Casamentos em Outubro

Pensava eu que já ninguém se casava, muito menos em meses de frio, mas pensava mal. As pessoas continuam a casar-se e pelos vistos o mês de Outubro é fértil neste tipo de cerimónias. Quanto a vocês não sei, mas eu tive logo dois. O que para mim é muito porque ter dois casamentos com uma distância de 10 dias entre eles significa encontrar vestidos diferentes para as duas cerimónias, coisa que não é tarefa fácil, muito menos para uma pessoa indecisa como eu.
Para o primeiro foi facílimo escolher o que ia vestir. Estava um calor que não se podia e tinha um vestido de verão giríssimo guardado no armário que só tinha vestido uma vez. Um crime, portanto. Por isso, no segundo fim-de-semana de Outubro voltou a sair à rua
É curtíssimo e é da Dress-a-Day.

Para o segundo a coisa complicou-se. Começou a ficar frio e, para ajudar, o casal apaixonado ia casar-se em Coimbra... queria ir gira mas sem passar (muito) frio. Andei quase um mês à procura do vestido, não um vestido qualquer mas "o" vestido, e quando já estava a desesperar eis que entro na Zara pela 48ª vez e vejo exactamente aquilo que queria
É giro que se farta, o decote nas costas faz toda a diferença e não é exageradamente fresco para a altura do ano em que o casório se ia dar. É claro que de manhã e à noite quando a temperatura não passava dos 8ºC bati o dente, mas aí não havia voltar a dar.
Agora, pessoas amigas que lêem isto: não se ponham a fazer casamentos outono/inverno sim? E se fizerem não me convidem. Eu depois vejo as fotos, prometo. É que andar à procura de vestidos de inverno giros para levar a cerimónias é capaz de ser das coisas mais cansativas que já tive de fazer. E olhem que eu sou pessoa que gosta de ir às compras.

Quinta-feira, Outubro 27, 2011

"The words are all escaping"*

Eis uma novidade: fogem-me as palavras. Ficam-me presas na garganta nos momentos em que mais precisam ser ditas. Será que com gestos chego lá?
 
*Directamente da nova música dos Florence + The Machine, "All this and heaven too".

Domingo, Outubro 23, 2011

E quando se pensava que os vizinhos tinham aprendido a conviver num prédio - ou mudado de casa para um sítio far far away - eles voltam à carga

Cara vizinha de baixo: 
Agradeço que não volte a mandar com as portas de sua casa com a brutalidade de um Popeye enfurecido, cheio de espinafres no bucho, como fez hoje de manhã às 8h. Para além de me acordar cedíssimo a um domingo ainda me pregou um susto de tal forma que eu ia cuspindo o coração pela boca. E isto não são formas de se acordar uma pessoa! Vamos lá ter calminha e aprender a fechar as portas como uma pessoa normal.

Sábado, Outubro 22, 2011

Da idade

Pensava que aquela fase de me acharem estupidamente mais nova do que aquilo que sou já tinha passado, mas não: hoje deram-me 16 anos!... É verdade, hoje alguém (que provavelmente tinha 20 dioptrias em cada olho) olhou para mim, que tenho 25, e viu uma adolescente com 16 anos. Se por um lado fiquei num estado que se aproximou da depressão, por outro espero que a tendência se mantenha, que assim quando tiver 40 dão-me 30. Parece-me bem. Mal posso esperar.

Quinta-feira, Outubro 20, 2011

A melhor forma de perder o apetite ao jantar:

Ver as imagens de Kadhafi a ser morto passarem repetidamente nos telejornais. É demasiado gráfico e chocante e não precisamos de as ver vezes sem conta nos primeiros 15 minutos do telejornal, ok? Vamos lá passar a ser mais comedidos nestas coisas.

Quarta-feira, Outubro 19, 2011

Pérolas da adolescência...

Conversa entre dois adolescentes borbulhentos, às 8h15, no comboio:

"Comprei uma camisola muita gira na Salsa"

"Na Salsa? Não gosto muito"

"Estás a brincar?! A Salsa é uma granda marca! Salsa e Levis são Ferraris"

Salsa e Levis são Ferraris... foi isto que ele disse. Cheio de convicção. É por estas e por outras que não tenho saudades nenhumas da adolescência. Porque ser adolescente é isto, é dizer estas coisas idiotas mas que, naquelas cabecinhas ocas, fazem todo o sentido.

Terça-feira, Outubro 18, 2011

A contar os dias para o novo álbum




Esta música, tal como esta, já me encheram as medidas. A expectativas para o segundo álbum - Ceremionials, que sai dia 25 deste mês - são elevadíssimas.

Domingo, Outubro 16, 2011

O sonho

A minha futura casa em Lisboa - sim, vai acontecer. Um dia. - ter esta fachada. Com as mesmas varandas - incluindo aquela marquise gigante ali no meio - e com esta mistura de branco e lilás. 


Passo por esta rua na Baixa imensas vezes mas só ontem à noite reparei neste hotel. Já estive a ver as imagens do interior e adorei o conceito. Cada quarto tem um tema - urban, pop, zen,... - com decorações super modernas alusivas à respectiva temática.
Sugestão: quando estiverem a passear na vossa cidade - Lisboa, Porto, Vilamoura, o que for - em vez de andarem sempre com os olhos enfiados no chão, ou nas montras das lojas, olhem mais para cima. Vão ficar agradavelmente surpreendidos. Sempre que faço esse exercício, que agora já nem é consciente, descubro coisas que sempre estiveram ali mas nas quais nunca tinha reparado. É como se estivesse a descobrir Lisboa all over again. E isso sabe tão bem.

Sexta-feira, Outubro 07, 2011

The one

Este aterrou na minha secretária do trabalho logo de manhã. E cheira maravilhosamente bem. Estou uma pessoa muito mais feliz!

Quinta-feira, Outubro 06, 2011

Strip à sexta

Vou passar a minha noite de sexta-feira num clube de strip masculino, para uma despedida de solteira, claro está!... É a primeira vez que vou a um sítio do género e tenho medo... vi as fotos dos 'bailarinos' e é cada um pior que o outro. Têm todos ar de que naquelas cabeças não se passa nada. Só vento. E isso num homem é sempre um turn off gigante. Mesmo num stripper...
É bem possível que a meio da noite me escape para ir à porta ao lado ver meninas giras a dançar. Fere menos a vista, talvez. Ou talvez não...
Seja como for, o destino amanhã à noite será a passerelle.

Domingo, Outubro 02, 2011

Coisas que me enervam

Comprar uma embalagem de cereais de tamanho grande e quando a abro o pacote só está cheio até meio. É sempre a mesma coisa, com qualquer marca, é impressionante! Estes por acaso são da marca Continente mas com os da Kellogs ou os da Nestlé é igual, e aí ainda enerva mais porque são mais caros.
Pessoal das respectivas marcas: para quê uma embalagem tão grande se metade daquilo é ar? Uma pessoa pensa que tem ali cereais para um mês e ao fim de uma semana já tem de ir ao supermercado outra vez comprar mais!
Estou indignada.